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Exposicions

Antoni Taulé: entropia

O realismo metafísico do artista catalão na galeria Schwab Beaubourg em Paris.

Fond du miroir, Antoni Taulé (2022). © Antoni Taulé 2008-2025
Antoni Taulé: entropia
bonart paris - 24/03/25

Nascido em Sabadell em 1945, Taulé iniciou sua carreira artística em 1966 com sua primeira exposição na Academia de Belas Artes de sua cidade natal. Apesar de sua formação em arquitetura, decidiu se dedicar à pintura a partir de 1973, escolha que marcou profundamente sua obra. Essa decisão, influenciada por sua formação, fez com que a arquitetura não apenas moldasse sua maneira de conceber o espaço, mas também se tornasse um elemento fundamental de seu universo criativo. Seguindo os conselhos do pai, que sugeriu que a arquitetura seria a melhor base para ser um bom pintor, Taulé usa os vazios e a transparência das construções como recursos essenciais em suas obras, vendo a arquitetura como uma metáfora para o corpo humano.

Luz e sombra se tornaram suas grandes aliadas criativas. Por meio delas, Taulé cria cenas que brincam com a ideia de presença e ausência, interiores desolados iluminados por uma luz repentina que transforma a percepção do espaço. Esse efeito quase cinematográfico transporta o espectador para um lugar entre a realidade e a ficção, onde os limites se confundem. Não é de se espantar que sua obra evoque a estética da ficção científica, com sua forma de representar ambientes hipnóticos e visões que parecem extraídas de outro plano da realidade.

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O artista divide seu tempo entre Formentera e Paris —onde agora retorna para expor até 19 de abril—, dois espaços que considera essenciais para seu processo criativo. São essas paisagens, tão diferentes entre si, que lhe fornecem a energia necessária para desenvolver seu universo pictórico. Embora nunca tenha desejado ser vinculado a nenhum movimento artístico específico, seu trabalho tem sido frequentemente comparado à Nova Figuração, devido à sua maneira de reinterpretar a realidade com uma perspectiva profundamente pessoal.

Além da pintura, Taulé teve uma relação próxima com o universo da cenografia, colaborando em produções teatrais e de balé. Entre seus trabalhos notáveis está a criação de cenários para Rudolf Nureyev no Palais Garnier em Paris e no Metropolitan Opera em Nova York. Ele também trabalhou em palcos de cidades como Barcelona, Londres, Veneza e Madri. Sua carreira o levou a expor em diferentes cantos do mundo, com exposições retrospectivas em lugares tão diversos como o Saló del Tinell em Barcelona, a Fundação Hastings em Nova York, Japão, o Museu Goya em Castres e o Museu Can Framis em Barcelona. Suas obras fazem parte de coleções permanentes de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Centro Nacional de Arte Contemporânea da França e o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris.

Como o próprio Taulé afirma: "Se o ser humano não estiver conectado ao cosmos, ele não existe de fato." Essa visão se reflete em sua maneira de entender a arte como um meio que conecta o indivíduo com o universo, criando mundos que oscilam entre a realidade tangível e uma dimensão mais enigmática e metafísica.

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